quinta-feira, 31 de outubro de 2019
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
AMBIGUIDADE
Quando muito sou pedaços
E cada parte é dolorida
E se sobraram espaços
São das próximas feridas
Isso não é fatalismo
É realidade que surge
Os pés à frente do abismo
Atrás uma fera que ruge
Diga, existe esperança?
Eu pulo e saio voando?
Morte não aceita fiança
Nem o inferno memorando
Tudo se passa em segundos
Sentimentos assim vagabundos
Revelam a ambiguidade
Se o medo é do alívio
Do fim ou da continuidade
A certeza do oblívio
Que a vida é insanidade
Fábio Roberto
domingo, 27 de outubro de 2019
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
VISÃO
Eu vi uma
mulher apaixonante
E ela
certamente assumiu
O meu olhar
distante, dissonante
Aquele de
quem quase já partiu
Talvez ela
olhasse para todos
Mas era só eu
quem flutuava
Os outros se
chafurdavam nos lodos
Natural, a mim
ela excitava
Foi rápido e
tão menos do que o instante
Paixão que
nenhum de nós tivera
Outrora, já
e nunca ou adiante
Morreu como morre a primavera
Fábio
Roberto
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
sábado, 31 de agosto de 2019
DESESPERO
Eu não tenho mais motivos
E igualmente eles não me têm
Seja pra continuar a vida
Seja pra morrer, também
E igualmente eles não me têm
Seja pra continuar a vida
Seja pra morrer, também
Tanto faz tamanha a minha fome
Muito eu faria por imensa sede
Não importa que o sangue não sacie
Nem quando o fato encontra uma parede
Muito eu faria por imensa sede
Não importa que o sangue não sacie
Nem quando o fato encontra uma parede
Mesmo que eu sonhasse paisagens belas
Eu as veria com olhos de rua
Se na sarjeta a emoção dormisse
Feito o adeus de uma Musa nua
Eu as veria com olhos de rua
Se na sarjeta a emoção dormisse
Feito o adeus de uma Musa nua
E nela eu perdesse os meus pensamentos
Porque em mim talvez fosse ela eterna
Quem sabe nunca houvera existido
Ou sido a luz no fundo da caverna?
Porque em mim talvez fosse ela eterna
Quem sabe nunca houvera existido
Ou sido a luz no fundo da caverna?
Queria eu o fim da minha história
E junto com ela a gana por vingança
É um desespero ainda ter vontades
Sorrir, assim, como sorri criança
E junto com ela a gana por vingança
É um desespero ainda ter vontades
Sorrir, assim, como sorri criança
Fábio Roberto
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