domingo, 28 de junho de 2020
sábado, 27 de junho de 2020
CICLO NÚMERO 2
Vozes emudecidas
Violões sem cordas
Cordas sem pescoço
Violões sem cordas
Cordas sem pescoço
segunda-feira, 22 de junho de 2020
A PEDRA
Quantos
ventos sopraram por essa pedra que jaz na rua, levando
sua poeira e história para lugares muito mais próximos do que um dia eu fui?
Quantas
tempestades banharam essa pedra inerte entre raios e enxurradas, lavando a sua imortalidade
e afogando cada memória que por ela passou?
Quantos
sons entre gritos, choros, sussurros, gemidos, suspiros, cantares, declamações,
risadas, conversas e pausas silenciosas retumbaram por essa pedra?
Quantos
sóis de paixão, esperança, desespero, vontade, alegria, ilusão, fracasso, fé, desprezo
e pecado nasceram e apagaram frente a rotina dessa pedra na eternidade?
A
barba do tempo cresceu e a erosão consumiu a vida em torno dessa pedra que
tanto presenciou, mesmo sem espírito, sentimentos ou reações por ser apenas pedra,
assim como hoje eu sou.
Fábio
Roberto
domingo, 21 de junho de 2020
sábado, 20 de junho de 2020
sábado, 13 de junho de 2020
terça-feira, 9 de junho de 2020
domingo, 7 de junho de 2020
quarta-feira, 3 de junho de 2020
terça-feira, 2 de junho de 2020
domingo, 31 de maio de 2020
VÔ A MIL
Duas,
Elas
são Dez,
Dez
anos Duas vezes.
O
meu sorriso é em Dobro,
dobradura,
origami.
Elas,
Dueto.
Em
duelo do belo,
empatam.
Vencem
em Dupla,
mas
cada Uma é Uma.
Uma
e Uma, Únicas e Universais.
Cada
verso, cada versão,
geminiana
diversão
multiplicada
por Uma e Uma,
Mil
vezes:
Elas
são Demais!
Fábio
Roberto, maio/2020
sábado, 30 de maio de 2020
quarta-feira, 27 de maio de 2020
domingo, 24 de maio de 2020
terça-feira, 19 de maio de 2020
domingo, 17 de maio de 2020
quinta-feira, 7 de maio de 2020
VELHICE
Envelhecer é esvaziar-se inteiro.
É o emagrecer da alma.
Raiz desprendida da terra.
O desespero da calma.
Uma saudade que berra.
História em fuga do roteiro.
Envelhecer é o final da vela
E as rugas no rosto sombrio.
A palavra que encerra livros.
É o leito seco de um rio
O ocaso do deus Eros.
A tinta que borrou a tela.
Envelhecer é doença de infância.
Uma dor que não tem cura.
É passar muitas vontades.
A noite quieta e escura.
É perder as vaidades.
A sirene de uma ambulância.
Uma dor que não tem cura.
É passar muitas vontades.
A noite quieta e escura.
É perder as vaidades.
A sirene de uma ambulância.
Envelhecer é apagar o farol.
Violão de corda quebrada.
O tremor da mão que acena.
Assistir a morte da amada.
E é saber que valeu a pena
Viver cada nascer do sol.
Fábio Roberto
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