sábado, 2 de maio de 2020
segunda-feira, 27 de abril de 2020
sexta-feira, 17 de abril de 2020
FIM DE QUARENTENA
Eu não posso
abraçar a tua causa,
Meu abraço agora
está proibido.
Guardo desejo
e a enorme libido.
Nosso filme em
estado de pausa.
Não adianta
insistir no convite,
Dançando
bela e desnuda na live.
Feche os
olhos, garota, just drive,
Em sonho
para além do limite.
Mas tua voz
sensual no whatsapp
Foi um
canto, doce e rouco gemido.
Um poema de
amor pervertido,
Que acabou
com o meu jogo esse zape.
Que se dane
a tal da pandemia,
Pra fantasia
já vou mascarado,
Revelando só
o olhar de tarado:
Se eu morrer, morrerei na boemia.
Fábio
Roberto
domingo, 12 de abril de 2020
domingo, 5 de abril de 2020
sábado, 4 de abril de 2020
quarta-feira, 1 de abril de 2020
HUMANIDADE
Hoje até o sol é solitário
e reluta em acender os seus raios.
A coragem está guardada no armário.
Só há vida em tubos de ensaios.
e reluta em acender os seus raios.
A coragem está guardada no armário.
Só há vida em tubos de ensaios.
ELA
Teus olhos me dão esperança
De um tempo melhor e duradouro.
Eu te convido para uma dança,
Com a alegria sincera de um calouro
Começando outro curso na vida,
Esquecendo no passado a ferida
Que agora não dói, nem importa.
Nossa música é forte e sensível,
Ouvi-la até nas nuvens é possível,
Enquanto o vento vai soprando
Brisa de paixão. Fica o céu nos admirando,
Como se fôssemos estrela e astro
Ou cometas deixando luzes de rastro:
alegria que só o infinito comporta.
Fábio Roberto
De um tempo melhor e duradouro.
Eu te convido para uma dança,
Com a alegria sincera de um calouro
Começando outro curso na vida,
Esquecendo no passado a ferida
Que agora não dói, nem importa.
Nossa música é forte e sensível,
Ouvi-la até nas nuvens é possível,
Enquanto o vento vai soprando
Brisa de paixão. Fica o céu nos admirando,
Como se fôssemos estrela e astro
Ou cometas deixando luzes de rastro:
alegria que só o infinito comporta.
Fábio Roberto
quinta-feira, 26 de março de 2020
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
A MULHER DO BAR
Quem é essa mulher que me diz... quanto tempo!
Sorrindo me estende a mão, com jeito que existe história.
Mas onde teria ido com ela a minha memória?
Será que eu a conheço do bar, da rua, do templo?
Sorrindo me estende a mão, com jeito que existe história.
Mas onde teria ido com ela a minha memória?
Será que eu a conheço do bar, da rua, do templo?
Sentou perto querendo prosa, talvez até um meu verso.
Mas não me motiva conversa o aroma que ela exala.
Será que ela fora musa ou dama na minha ala?
Hoje o meu pensamento está turvo, submerso.
Mas não me motiva conversa o aroma que ela exala.
Será que ela fora musa ou dama na minha ala?
Hoje o meu pensamento está turvo, submerso.
Um amigo acompanha a cena e não entende este roteiro.
É que compreendo da vida a sua eterna ambigüidade,
Encontrando no silêncio alento e cumplicidade.
Na hora em que eu canto é com voz de forasteiro.
É que compreendo da vida a sua eterna ambigüidade,
Encontrando no silêncio alento e cumplicidade.
Na hora em que eu canto é com voz de forasteiro.
Não sei quem é a mulher ou quais são seus sentimentos.
Não recordo se eu já toquei meus lábios em sua pele.
Quem sabe num outro dia em seu corpo me encastele
Inteiro, não assim como agora estou: fragmentos.
Não recordo se eu já toquei meus lábios em sua pele.
Quem sabe num outro dia em seu corpo me encastele
Inteiro, não assim como agora estou: fragmentos.
Fábio Roberto
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
terça-feira, 14 de janeiro de 2020
VÍRGULAS
Uma sensação de impotência
mãos vazias
grãos de areia que delas escaparam
deixando tudo áspero
pele
sentimento
paisagem
Queria acelerar os passos
mudar a história
enquadrar o destino
mas não coloquei uma vírgula no texto
Talvez por preferir a vida sem pausas
rupturas nas orações
separações em cada frase escrita
onde cada sentença uma cabeça
Queria sentenças sem dúvidas ou inflexões
que direcionassem ou ajudassem
a interpretação e o canto da minha poesia
Seria como não piscar os olhos
vendo o futuro
vivendo apenas
assim sem retorno parada ou vírgulas
Fábio Roberto
mãos vazias
grãos de areia que delas escaparam
deixando tudo áspero
pele
sentimento
paisagem
Queria acelerar os passos
mudar a história
enquadrar o destino
mas não coloquei uma vírgula no texto
Talvez por preferir a vida sem pausas
rupturas nas orações
separações em cada frase escrita
onde cada sentença uma cabeça
Queria sentenças sem dúvidas ou inflexões
que direcionassem ou ajudassem
a interpretação e o canto da minha poesia
Seria como não piscar os olhos
vendo o futuro
vivendo apenas
assim sem retorno parada ou vírgulas
Fábio Roberto
sábado, 11 de janeiro de 2020
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
O CORCEL
No Natal não houve presente
Pra miséria de tanta criança.
Confesso, eu tinha esperança
De um Noel menos indolente.
Pra miséria de tanta criança.
Confesso, eu tinha esperança
De um Noel menos indolente.
Qual o quê... Continuou canalha
Estimulando só o consumismo.
Jamais pensou em comunismo
Ou no pobre em uma mortalha.
Estimulando só o consumismo.
Jamais pensou em comunismo
Ou no pobre em uma mortalha.
Mas não podemos culpá-lo,
Ele é mera fantasia.
Os homens é que dão azia,
Ele é mera fantasia.
Os homens é que dão azia,
Vivendo sob anestesia.
Mas eu é que não me calo:
Sou o coice de um cavalo,
Mas eu é que não me calo:
Sou o coice de um cavalo,
Com força e descortesia.
E como navalha, que esta poesia
Penetre as mentes até o talo.
E como navalha, que esta poesia
Penetre as mentes até o talo.
Fábio Roberto
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
OVERDOSE
Tenho essa coisa compulsiva, exagerada, passional, dramática
Transbordante, imoderada, desmedida e leonina
É muita fome, é muita sede, é muita raiva e muito tesão
Ou quanta doçura, quase frescura, também fissura e destemperança
Transbordante, imoderada, desmedida e leonina
É muita fome, é muita sede, é muita raiva e muito tesão
Ou quanta doçura, quase frescura, também fissura e destemperança
Auge do vício, além de amor ou depressão que supera o poço
Melancolia que vira alegria e é insuperável, é insuportável
Ora distância e desprezo ou tão presença que rasgou a alma
O sangue jorra e nem me incomoda, a dor transforma-se em cicatriz
Melancolia que vira alegria e é insuperável, é insuportável
Ora distância e desprezo ou tão presença que rasgou a alma
O sangue jorra e nem me incomoda, a dor transforma-se em cicatriz
Canto e aviso, mas surpreendo porque não sou o dono do meu tempo
Nem sei o quando, cheguei tão cedo que a ansiedade levou-te embora
Você está certa, ninguém precisa viver esse tanto em cada segundo
Talvez eu morra uma eternidade, mas caso eu acorde estarei sorrindo
Nem sei o quando, cheguei tão cedo que a ansiedade levou-te embora
Você está certa, ninguém precisa viver esse tanto em cada segundo
Talvez eu morra uma eternidade, mas caso eu acorde estarei sorrindo
Fábio Roberto
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
O LOUCO
Por que essa mulher me chama
de amor sorrindo assim à toa?
Deitada nua em minha cama,
espalha-se como quem doa.
de amor sorrindo assim à toa?
Deitada nua em minha cama,
espalha-se como quem doa.
Por que ela é bela, intensa e breve
tal qual no céu um relampejo?
Jamais seria brisa leve,
por tanto que se faz desejo.
tal qual no céu um relampejo?
Jamais seria brisa leve,
por tanto que se faz desejo.
Melhor esquecer-me da hora,
deixar-me ser alucinado.
Sabendo que ela vai embora,
eu aproveito o meu reinado,
deixar-me ser alucinado.
Sabendo que ela vai embora,
eu aproveito o meu reinado,
pois ela vale cada instante.
Não importa o tempo, só o que existe.
Mesmo um minuto é bastante.
Paixão que é forte e além, resiste.
Não importa o tempo, só o que existe.
Mesmo um minuto é bastante.
Paixão que é forte e além, resiste.
Só sei que ela vai... e retorna,
fazendo eu viver mais um pouco.
Seu corpo a minha alma adorna
e cura meu coração de louco.
fazendo eu viver mais um pouco.
Seu corpo a minha alma adorna
e cura meu coração de louco.
Fábio Roberto (Musicado em novembro/2019)
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
INVERSO
Eu realizo e cumpro aquilo que eu não prometo
Porque eu te daria sublime e infinito instante
Que seria quase seria tudo e muito pouco
Perto do que poderias permitir-se além do risco
Esse que te espera e te deseja e te comove
E também te move para acima do perigo
De uma aventura que perdura quando dormes
Te consumindo inteira e o suor te encharca a pele
Que eu beberia na madrugada e para sempre
Como se beijasse a solidão que espreita a noite
Que nos ouviria o gemido e mesmo o grito
Do nosso prazer que desmedido afrontaria
Qualquer preconceito que o mundo oferecesse
Mas quem nos venceria se a paixão não permitisse?
Ou não era nada disso, era só a mão que acena
Para olhares que não mais sorriem ou lacrimejam
Frente à paisagem que perdeu o sentimento
De um compositor que recusou a melodia
Se na poesia o derradeiro verso escrito
Foi subitamente interrompido antes da vida
Fábio Roberto
Porque eu te daria sublime e infinito instante
Que seria quase seria tudo e muito pouco
Perto do que poderias permitir-se além do risco
Esse que te espera e te deseja e te comove
E também te move para acima do perigo
De uma aventura que perdura quando dormes
Te consumindo inteira e o suor te encharca a pele
Que eu beberia na madrugada e para sempre
Como se beijasse a solidão que espreita a noite
Que nos ouviria o gemido e mesmo o grito
Do nosso prazer que desmedido afrontaria
Qualquer preconceito que o mundo oferecesse
Mas quem nos venceria se a paixão não permitisse?
Ou não era nada disso, era só a mão que acena
Para olhares que não mais sorriem ou lacrimejam
Frente à paisagem que perdeu o sentimento
De um compositor que recusou a melodia
Se na poesia o derradeiro verso escrito
Foi subitamente interrompido antes da vida
Fábio Roberto
IMPROVÁVEL?
Eu sei que Musa existe.
Sim, eu até a toquei.
Um belisco, leve e intenso
Um movimento dos cabelos
Acarinhando a alma
E sorrindo além do tempo
Hoje ficou o sabor do vento
Que mudou o clima e a paisagem
Do instante sonhado
Que de tão eterno e rápido
Fez-se inesquecível e talvez
Nunca tenha acontecido
Porque momentos assim nem vivi
Por mais que o sabor do beijo
Tenha se impregnado em mim
Muito mais do que o sangue derramado
No vidro que cortou meu sentimento
Cacos de paixões no elevador
Que me leva pra onde nunca saberei
Fábio Roberto
.
Sim, eu até a toquei.
Um belisco, leve e intenso
Um movimento dos cabelos
Acarinhando a alma
E sorrindo além do tempo
Hoje ficou o sabor do vento
Que mudou o clima e a paisagem
Do instante sonhado
Que de tão eterno e rápido
Fez-se inesquecível e talvez
Nunca tenha acontecido
Porque momentos assim nem vivi
Por mais que o sabor do beijo
Tenha se impregnado em mim
Muito mais do que o sangue derramado
No vidro que cortou meu sentimento
Cacos de paixões no elevador
Que me leva pra onde nunca saberei
Fábio Roberto
.
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
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